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Conversando com a Luiza



Conversando sobre crianças amplia seu espaço e convida você a interagir com a psicóloga Maria Luiza Barbosa.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

CRIANÇA LEITORA NÃO É POR ACASO!


O vocabulário de uma criança cresce em 3 mil palavras por ano. Este crescimento se deve a experiências de vida cotidiana: ouvindo conversas dos pais, de outras crianças, através de filmes, conversas de pessoas no supermercado, no ônibus, e por meio de leitura.
Vou apresentar aos pais algumas dicas para incentivar a leitura de seus filhos, que servirá para enriquecer a capacidade de linguagem compreensiva e expressiva da criançada.
Os bons leitores trazem na sua bagagem afetiva, a lembrança de seus pais sentados à beira da cama lendo histórias, que lhes faziam viajar através das palavras conhecidas e desconhecidas.

Portanto vamos começar por aí: os pais lêem para seus filhos.

A primeira coisa é motivar a criança pela curiosidade, pelo suspense...esta é a história de uma princesa muito egoísta que precisou da ajuda de um sapo...o que será que aconteceu com a princesa???
Depois você e seu filho podem folhear o livro e através da ilustração imaginar a história.
Assim o clima está criado para o início da leitura. Enquanto você lê, pare de vez em quando para fazer um comentário ou para acrescentar uma pequena história à narrativa, e incentive seu filho a fazer o mesmo.
Não esqueça de mudar a voz, de acordo com o personagem ou a situação, faça caras e caretas.
Pergunte se ele gosta dos personagens, se a história o deixa feliz, assustado...integre seu filho e suas experiências à trama da história.
Quando terminar a leitura faça um resumo juntamente com a criança e ofereça papel e lápis colorido para que ela desenhe o que quiser sobre a história.

Vocês terão passado alguns bons minutos, que serão eternalizados.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

SUGESTÃO DE BRINCADEIRA PARA CRIANÇAS DE 2 A 6 ANOS


As crianças menores de sete anos adoram brincadeiras que utilizam o corpo como instrumento. Perfeitamente compreensível, já que o movimento corporal organiza o pensamento nos primeiros anos de vida e é através da experimentação que se constroem os conceitos básicos, como grande, pequeno, alto, baixo, longe, perto, leve, pesado, direita, esquerda, quente, frio, escuro, claro...
A sugestão para divertir a criançada de 2 a 6 anos é criar máscaras de cartolina e histórias, e deixar o resto por conta delas.
Os pais devem traçar uma máscara básica em cartolina branca, cortar e furar as laterais para passar o elástico, que fixará a máscara no rosto da criança.
Em seguida criar ou contar uma história já conhecida e oferecer a máscara para a criança decorá-la. O material sugerido deve ser apresentado numa caixa: papel crepom, papel espelho, lantejoulas, purpurina, lã, canetas hidrográficas, lápis de cor, cola...
A criança poderá escolher o personagem com o qual mais se identificou e fazendo uso da máscara criar a sua própria história, dramatizando.
Esta atividade irá desenvolver elementos neuropsicomotores importantes como capacidade de organização espacial e temporal, motricidade fina, lateralidade, atenção, além de possibilitar o amadurecimento das funções executivas, fazendo com que a criança experimente a necessidade de planejar e avaliar o resultado.
Durante a dramatização a criança desenvolve habilidades de linguagem expressiva, desenvolve habilidades de organização discursiva (começo, meio e fim) e vocabulário. Vivencia emoções e através da atuação como personagem da história, aprende a adequar seu comportamento, controlando os impulsos.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

SUGESTÃO PARA AS FÉRIAS ESCOLARES

Identidade Secreta é um jogo da Grow, para grupos a partir de três pessoas, com sete anos ou mais. Segundo o fabricante “cada jogador é uma pessoa famosa que quer apenas dar uma volta na cidade sem ser reconhecida pelos fãs. Por isso, ninguém pode saber qual é a identidade secreta de nenhum jogador. Então disfarce-se muito bem para que ninguém descubra quem você é. Andar com todos os personagens é uma forma de blefar e confundir seus adversários. Ganhe esta disputa permanecendo em absoluto sigilo!”.
Este jogo é bem interessante, as regras são muito simples, mas exige dos jogadores uma habilidade para fazer leituras não-verbais. A criança deve ser capaz de interpretar o movimento dos outros jogadores e através de um raciocínio dedutivo, sacar se os adversários estão blefando ou não, perceber a estratégia utilizada pelos outros, e manter ou mudar a sua própria estratégia.
Este jogo além de exigir atenção, provoca nos jogadores a necessidade de fazer um planejamento bem nos moldes das funções executivas: eleger um objetivo específico, planejar as etapas do processo, fazer modificações se necessário, dar sequência ou interromper a proposta inicial e avaliar o resultado final em relação ao objetivo inicial.
Uma outra sugestão é que os pais joguem com seus filhos, pois pode ser surpreendente tanto no aspecto da diversão, quanto no ganho emocional proporcionado pela proximidade afetiva.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A PALAVRA SECRETA



Minhas crianças adoram o jogo Palavra Secreta, da Grow, mesmo aquelas, que tem dificuldade na leitura e escrita adoram o desafio de descobrir a palavra.
São cartas que apresentam uma fórmula para a criança desvendar, por exemplo:
garfo – fo + girafa – gi o resultado é garrafa.
A idéia proposta pelo jogo pode ser aproveitada como referência e permite que pais, educadores e as próprias crianças joguem usando apenas lápis, papel e criatividade, inventando suas próprias fórmulas.
Esta brincadeira é uma atividade mental bastante eficiente na educação e na reeducação de crianças, assim como na reabilitação de doenças degenerativas.
Achar a palavra resultado da fórmula apresentada requer atenção; exige memória, que depende do bom funcionamento da atenção para armazenar informações e utilizá-las quando evocadas; linguagem, pois exigirá conhecimento de ortografia e funções executivas fazendo funcionar o raciocínio lógico.
O jogo também tem uma função social onde a criança encontra motivos para participar de maneira dinâmica, construindo seu aprendizado.
É importante ter consciência de que a atividade lúdica também resultará no crescimento intelectual das crianças, por isso é necessário incentivar a brincadeira.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

TEATRO DE SOMBRAS


As férias estão chegando e as previsões sobre o clima, não são nada animadoras para este verão. Então vai uma sugestão de atividade para pais e filhos.

Ao realizar jogos dramáticos, a criança tem a oportunidade de tomar consciência de seu corpo e de interagir com outras crianças. O trabalho com gestos e expressões estimula o desenvolvimento de habilidades específicas, como a abstração, além de trabalhar com uma seqüência de eventos encadeados, estimulando o desenvolvimento da estrutura temporal do pensamento.

Material para o teatro de sombras: lanterna ou abatjour e lençol branco.

Estender o lençol branco, fixando-o pelas pontas como se fosse uma tela. A criança que irá fazer as sombras deve se colocar atrás do lençol, e a lanterna ou o abatjour devem ser colocados atrás da criança.
Escurecer o ambiente para dar um melhor efeito.
A criança que ficar atrás do lençol poderá fazer movimentos com as mãos ou mímica com o corpo.
Uma criança ou um grupo poderá criar uma história curta com alguns personagens, e dramatizar atrás do lençol, com músicas e diálogos.
As crianças que assistem tentarão adivinhar o que está sendo apresentado através das sombras.

Boa diversão!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CRIANÇAS ENTRE 3 E 7 ANOS


Pais e educadores devem estimular e orientar as crianças dessa faixa etária, a atividades que tomam forma de jogos funcionais e de imaginação.
Para brincar com uma criança, ou com um grupo de crianças, de forma espontânea ou organizada é necessário espaço. Portanto, é importante um espaço reservado para o brinquedo, que permita à criança ter o máximo de liberdade nos seus movimentos e possibilidades variadas de “fazer de tudo”, inclusive brincar com tinta, água, areia, e outros materiais que são permitidos “apenas na casa dos outros”.
Depois de estabelecido o local da brincadeira, deve-se pensar em oferecer um material que permita a livre expressão da criança como: bolas de diferentes tamanhos, pedaços de madeira, cordões de diferentes tamanhos, cordas de pular, sacolas ou caixinhas cheias de grãos (exemplo feijão, grão de bico), caixas vazias, retalhos de tecidos, etc.
O objetivo principal é permitir à criança alcançar conhecimento através da vivência corporal, desenvolvendo com prazer a motricidade espontânea e a linguagem.

Da vivência, a criança passa para a capacidade de perceber o mundo a sua volta, e assim representá-lo mentalmente.
Dessa forma garante-se um meio favorável para o desenvolvimento das potencialidades cognitivas da criança, e o ajustamento psico-social.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O JOGO DAS CINCO MARIAS



Este jogo é um desafio para a criança da era "digital".

As cinco marias joga-se da seguinte maneira: lançar uma peça para o alto e antes que caia no chão, pegar outra peça. Depois tentar pegar duas, três...até ficar com todas na mão. Esta é a base do jogo, mas você pode dificultar acrescentando movimentos que dão o nome às jogadas chuvinha, faca, zigue-zague e outras.

O jogo tem origem em um costume da Grécia antiga. Quando queriam consultar os deuses ou tirar a sorte, os homens jogavam ossinhos da pata de carneiro (astrágalos) e observavam como caíam. Cada lado do ossinho tinha um nome e um valor, e a resposta divina às perguntas humanas era interpretada a partir da soma desses números.

Com o tempo, os ossinhos foram substituídos por pedrinhas, sementes até chegar nos saquinhos de areia.

Fica a dica de diversão para os pais no dia das crianças.


















quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VOCÊ CUIDAVA DA SUA BONECA COMO SE FOSSE SEU BEBÊ ?


Imagina-se que as primeiras estatuetas de barro tenham sido feitas pelo Homo Sapiens há pelo menos 40 mil anos, para seus rituais.
No decorrer da história, há 5 mil anos no Egito, as estatuetas passaram a ser utilizadas como boneca. Representavam um mero mortal para diferenciar-se dos ídolos, esculpidas em madeira algumas tinham cabelo feito de contas ou de cabelo humano.
Na Grécia, as bonecas acompanhavam as meninas até o casamento, quando eram dedicadas a Afrodite, deusa do amor e da fertilidade.
Na Roma Antiga surgiram os bonecos que representavam soldados e na Idade Média, as bonecas eram usadas para apresentar criações de estilistas, que as enviavam às rainhas para que escolhessem seus modelos.
No século XX, as bonecas começaram a dar risada, a engatinhar e a falar, sendo a Barbie um marco revolucionário do conceito de boneca.
No Brasil em 1962, a Estrela lançou a Susi e seu limitado guarda-roupa, mas hoje já existem bonecas programadas eletronicamente, que pedem comida na hora certa e respondem à aproximação de alguém.

A evolução do conceito de boneca está intimamente relacionada com o momento da história, mas sua função no desenvolvimento infantil ainda é o mesmo: substituir pessoas reais. Assim a criança cria um mundo próprio, no qual repete experiências que ainda não dominou, experimenta sentimentos diferentes como amor, confiança, mas pode também sentir inveja, frustração ou rejeição. De maneira lúdica procura resolver problemas, encontrar soluções, realizações que no mundo real não lhe é permitido, e no dia a dia libera suas angústias e conflitos ativando um processo de crescimento sadio.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

RODA PIÃO, RODA PIÃO...

Geralmente de madeira, o pião é um objeto cônico que quando torcido com a ajuda de um fio ou com as pontas dos dedos faz um movimento de giro.

Cerca de três mil anos a.c., na Babilônia, já existiam os piões, feitos de argila com as bordas decoradas com formas de animais, humanas e relevos. Eles foram encontrados em túmulos de crianças, assim como as bolinhas de gude.

A brincadeira com este objeto propicia inúmeras aquisições, mas a principal delas é o desenvolvimento e o refinamento da motricidade fina, responsável por habilidades de escrita, costura, pintura.

O desenvolvimento de habilidades manuais está intimamente relacionado ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, é como se a criança "pensasse com as mãos".

terça-feira, 30 de junho de 2009

LEMBRANÇA DAS NOITES JUNINAS...

Na época de Luis XIV, regimentos de cavalaria faziam evoluções para apanhar argolas a cavalo. Esse passatempo era conhecido como carrossel, que transformado pelo tempo veio parar nas festas juninas.
O jogo de argolas em um pino era concorrido entre crianças e adultos. Por trás do aspecto lúdico deste jogo tão simples, estão o controle do tônus, o equilíbrio, a estruturação espacial e a coordenação visomotora. Não precisa de quintal para brincar com argolas, portanto não há desculpas para continuar na frente da televisão. Vamos jogar?

terça-feira, 23 de junho de 2009

RESGATANDO AS BRINCADEIRAS DE CRIANÇA

Você lembra da Batalha Naval?

Esse jogo foi muito praticado, por não requerer um material especial. Bastava uma folha de papel quadriculada e um lápis. Até nos empórios era possível comprar blocos de Batalha Naval. Cada jogador distribuía, nas folhas, os barcos: submarinos, contratorpedeiros, cruzadores e o couraçado. Aquele que conseguisse afundar primeiro a esquadra do adversário ganhava o jogo.
Esta brincadeira enriquecia o desenvolvimento neuromotor das crianças, estimulando a estruturação espaço-temporal, o planejamento e o estabelecimento de metas, assim como o controle da frustração, no caso de ver afundado todos os seus navios.