É comum ver e ouvir histórias de crianças que demonstram baixa tolerância à frustração e pais que não suportam o sentimento de culpa por frustrá-las. Portanto podemos concluir que uma das causas dos comportamentos “rebeldes” e “indisciplinados” das crianças é a inconstância na definição dos limites.
A frustração é importante para o desenvolvimento da criança, habilitando-a para a adaptação ao meio em que ela vive. Além disso, estimula a criatividade na busca de alternativas, com o objetivo de solucionar o problema ou minimizar consequências.
Crianças intolerantes à frustração são autoritárias, implicantes, irritáveis, inconvenientes e muito, muito chatas!
Querer proteger a criança de qualquer perda, tristeza, decepções...é uma ilusão e quando ela entra em contato com algum desses sentimentos sem ter experiências anteriores, não sabe suportar e lida de modo exagerado com a situação.
A disciplina deverá estar em todas as etapas do desenvolvimento infantil, mas de acordo com as etapas evolutivas, por exemplo, não se deve estimular a criança a fazer suas necessidades no vaso sanitário com seis meses de idade, pois ela não está madura para o controle dos esfíncteres.
Crianças precisam saber até onde podem ir e é por meio de limites e frustrações que elas aprendem que existem regras, que deve fazer sacrifícios e adiar a satisfação de suas necessidades.
Devemos sempre ter em mente que a criança observa e imita nossas ações, portanto os ensinamentos devem ser coerentes entre o que “pregamos” e o que fazemos.
Refletir sempre que a disciplina não tiver o resultado esperado, pois muitas vezes insistimos em estratégias padronizadas. Ir para o quarto “pensar” depois de ter mentido será que funciona para crianças hiperativas? E ficar sem assistir TV durante três dias ensina a criança a fazer suas lições de casa todos os dias?
Não existe receita quando falamos da dinâmica humana, mas existem algumas referências que servem de base para ajudar com a educação das crianças:
• Educar exige sacrifício como paciência, firmeza e principalmente perseverança: não se ensina em “duas aulas”, ensinar é um processo, portanto muitas vezes precisamos fazer uma revisão, e para passar para a segundo etapa, a criança precisa ter aprendido a primeira etapa.
• Parceria entre os pais dá consistência à educação.
• Manter hábitos traz segurança à criança.
Como se diz: criança não vem com manual, então cabe aos pais definir a maneira mais adequada de educá-la.




