BEM-VINDO A ESTE ESPAÇO DEDICADO A PAIS E EDUCADORES

Aqui, neste espaço virtual você poderá encontrar informações que ajudem a modificar a sua relação e a sua intervenção no desenvolvimento de sua criança.


Conversando com a Luiza



Conversando sobre crianças amplia seu espaço e convida você a interagir com a psicóloga Maria Luiza Barbosa.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

SUGESTÃO PARA AS FÉRIAS ESCOLARES

Identidade Secreta é um jogo da Grow, para grupos a partir de três pessoas, com sete anos ou mais. Segundo o fabricante “cada jogador é uma pessoa famosa que quer apenas dar uma volta na cidade sem ser reconhecida pelos fãs. Por isso, ninguém pode saber qual é a identidade secreta de nenhum jogador. Então disfarce-se muito bem para que ninguém descubra quem você é. Andar com todos os personagens é uma forma de blefar e confundir seus adversários. Ganhe esta disputa permanecendo em absoluto sigilo!”.
Este jogo é bem interessante, as regras são muito simples, mas exige dos jogadores uma habilidade para fazer leituras não-verbais. A criança deve ser capaz de interpretar o movimento dos outros jogadores e através de um raciocínio dedutivo, sacar se os adversários estão blefando ou não, perceber a estratégia utilizada pelos outros, e manter ou mudar a sua própria estratégia.
Este jogo além de exigir atenção, provoca nos jogadores a necessidade de fazer um planejamento bem nos moldes das funções executivas: eleger um objetivo específico, planejar as etapas do processo, fazer modificações se necessário, dar sequência ou interromper a proposta inicial e avaliar o resultado final em relação ao objetivo inicial.
Uma outra sugestão é que os pais joguem com seus filhos, pois pode ser surpreendente tanto no aspecto da diversão, quanto no ganho emocional proporcionado pela proximidade afetiva.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A SIMBOLOGIA DAS CORES NO DESENHO INFANTIL


As crianças gostam de colorir seus desenhos, pois é divertido dar vida aos traços que tentam reproduzir, baseados na realidade que observam a sua volta.
Não se pode fazer interpretações isoladas sobre as cores utilizadas, colocando de lado o traçado, a dimensão do desenho, a orientação espacial e outros elementos, mas pode-se notar que existem crianças que usam apenas uma determinada cor ou fazem uso excessivo de cores.
O uso de muitas cores é normal quando se trata de crianças menores, e diz respeito a uma escolha emocional da cor, já crianças com mais de cinco anos procuram se adaptar às convenções, e se aproximar da realidade: tronco marrom, copa verde, telhado vermelho...
A escolha de uma cor para o desenho todo, normalmente corresponde a crianças com maior dificuldade para estabelecer relações interpessoais.
O preto na nossa cultura tem uma relação direta com morte, luto, coisas nefastas e assustam os pais e educadores, quando uma criança apresenta um desenho com esta cor.
Deve-se levar em consideração que esta cor é utilizada para representar uma série de coisas, como fumaça, cabelos, sapatos, mas o uso indiscriminado do preto pode sugerir tristeza, ansiedade ou até repressão das emoções.
A simbologia das cores varia nas diversas situações vivenciadas pela criança, mas quanto mais bizarro for a utilização de uma cor, maior a probabilidade de conflitos emocionais.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

AS DIFICULDADES DE MATEMÁTICA



O Sistema Nacional de Avaliação da Educação mostra que os resultados da aprendizagem da matemática estão abaixo do esperado, principalmente no ensino médio.
Acredito que este resultado, entre os adolescentes, seja apenas uma consequência das dificuldades ocorridas no início da vida escolar da criança.
As falhas começam na educação infantil, pais e educadores valorizam as atividades formais e estimulam muito pouco as atividades lúdicas, durante as quais a criança experimenta concretamente as noções necessárias para transformá-las em atividade mental.
Em primeiro lugar deve-se conscientizar e qualificar os educadores e os pais. Sim, pais também devem se qualificar, pois parece que eles desaprenderam o significado de “ser criança”.
Para evitar estas dificuldades a criança deve ter espaço para explorar diversos objetos e figuras, para desenvolver a observação de detalhes, semelhanças e diferenças do material e relacionar com as experiências do seu dia-a-dia. Experimentar o espaço aprendendo a localização dos objetos: em cima, embaixo, no meio, primeiro, último... Ter rotina para poder entender a ordem e sequência dos períodos do dia, dos dias da semana, dos meses... possibilitando a compreensão da sequência dos números. Vivenciar situações que se acrescentam coisas, que se tira algo, que se divide e multiplica, aprender a correspondência entre quantidade e números, para só depois aplicar estes conceitos e resolver problemas que exijam raciocínio matemático.
Estudos mostram que as causas das dificuldades em matemática podem ser também neurológicas observadas em crianças com TDAH, Dislexia, Disfasia, as Deficiências Mentais e algumas Síndromes, mas o que vemos nas escolas é um número muito maior de crianças com dificuldades sem causas neurológicas.
Portanto é perfeitamente questionável a qualidade da estimulação psicomotora da criança e da qualificação das pessoas responsáveis pelo desenvolvimento infantil.






quinta-feira, 20 de maio de 2010

HABILIDADES SOCIAIS EM SEIS CONVERSAS



HABILIDADES SOCIAIS DE EXPRESSÃO DE SENTIMENTO

Muitos pais não reconhecem as emoções de seus filhos, por acreditarem ser “apenas coisa de criança”, afinal de contas o que é um brinquedo quebrado diante dos problemas que encontram em seus trabalhos. Alguns pais se divertem com a irritação da criança diante de seu problema. O que os pais não sabem é que a desvalorização do sentimento da criança acaba acarretando falta de confiança em suas próprias emoções, passando a reprimir sua expressão emocional.
A espontaneidade da criança deve ser respeitada e valorizada, pois é uma forma dos pais terem acesso à suas tendências emocionais e contribuírem no desenvolvimento de um bom caráter, ensinando a criança a controlar emoções indesejáveis e desenvolvendo emoções desejáveis.
Observo pais atenciosos e carinhosos com seus filhos, que muitas vezes não conseguem lidar de forma eficiente com as emoções negativas das crianças, parece que entram em pânico diante da demonstração de raiva, de frustração...
Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, identifica três tipos de pais que são incapazes de ensinar inteligência emocional aos filhos:

• Pais simplistas, que não dão importância, ignoram ou banalizam as emoções negativas da criança;

• Pais desaprovadores, que são críticos da demonstração de sentimento negativo dos filhos e podem castigá-los por exprimirem emoções;

• Pais laissez-faire, que aceitam as emoções de seus filhos, mas não orientam nem lhes impõem limites.

É importante que os pais disponham de tempo para que a criança relate problemas, e desta forma desenvolva a capacidade de identificar fatores de risco ao seu desenvolvimento; que relate sentimentos, pois a linguagem é um instrumento organizador da emoção.
Estimular a criança a explicar a causa do próprio comportamento, promove a auto-avaliação e a percepção de seus próprios sentimentos, escutar a criança, demonstrar empatia com palavras tranqüilizadoras, ajudar a criança a nomear a emoção que está sentindo, orientar no controle da emoção e ensinar como manifestar adequadamente as emoções são formas de promover as habilidades sociais da criança.





quinta-feira, 6 de maio de 2010

HABILIDADES SOCIAIS EM SEIS CONVERSAS


Habilidades Sociais Educativas

Saber brincar é outra habilidade social. Quando a criança brinca, ela revela como está sua imaginação e criatividade, sua organização cognitiva, sua noção de realidade, o campo de atenção, sua capacidade de resolução de problemas, e habilidades de contato.
É através do modo como brinca que se pode observar a expressão de seus sentimentos e de seus conflitos.
Portanto, é durante a brincadeira infantil que se ensina comportamentos adequados para a uma boa interação social, como empatia e estratégias para resolução de problemas.
A criança brincando, tem a oportunidade de entender regras e aprende a respeitá-las, aprende a lidar com suas próprias frustrações quando perde uma partida num jogo. Mas para que todas estas experiências se tornem aprendizado, ela necessita da intermediação de um adulto para ensinar regras sociais e mostrar o que se espera dela.
Em entrevista à Folha Online, para a repórter Talita Bedinelli, pedagogos contam que começaram a organizar a brincadeira das crianças no recreio, eles oferecem espaços onde professores ensinam a brincar, por exemplo, com jogos de tabuleiro. Segundo a reportagem, a iniciativa das escolas é um contra-ataque ao vício de computador, e na minha opinião é uma forma de desenvolver habilidades educativas, que acabam diminuindo brigas e comportamentos hiperativos, já que as crianças não sabem o que fazer com seu tempo “não-dirigido” no recreio.